História do Lima
Em 29 de Janeiro de 1758, o coronel Antônio de Lima Abreu Pereira e sua esposa Paula Moreira
Braga Pessoa, moradores de Apodi e proprietários da serra construíram uma capela e trouxeram
a estátua de Nossa Senhora dos Impossíveis, de Portugal. Cerca de 30 anos depois, o mesmo Coronel
doou a capela ao Bispado, passando-se a desenvolver as romarias celebrando-se a festa no dia 21
de novembro e 1º de janeiro. Vale acrescentar que os doadores passaram, por escritura, meia légua
quadrada da terra para a Sagrada Família.
Desde o ano de 1920 que o santuário é administrado pelos Missionários da Sargada Família, cujo fundador
foi o Pe. João Batista Berthier. Para ficarem com a administração do Santuário, os missionários teriam
que construir um novo templo, fazer estrada de acesso e ampliar a estrutura do local. Em todo esse tempo
os serviços foram se seguindo e hoje o Santuário pode ser considerado como a 13º Basílica do Brasil,
título honorífico que recebeu. Segundo seu administrador na época, o Padre Henrique Spitz, a estética
para a forma arquitetônica do Santuário foi tirada de algumas plantas de igrejas Européias. Os americanos
fizeram cápsulas para levar gente até à lua e nós levaremos gente ao Céu. Estas informações foram prestadas
pelo Padre Henrique Spitz em suas prosas rotineiras.
O Santuário fica numa posição privilegiada da Serra, descortina imensa panorâmica da região. Em 7 de
fevereiro de 1921 Dom Antônio dos Santos Cabral, então Bispo da Diocese de Natal, nomeia Padre José Scoll
para primeiro administrador do Santuário e em 22 de julho de 1923 é feita a assinatura do contrato para
construção do Santuário.
Versão Lendária
Não existe documento comprovando o porquê da construção da capela, hoje Santuário do Lima. A tradição
oral no entanto cita a razão principal: teria o Coronel Antonio de Lima saído para caçar nas imediações
do local onde hoje se encontra o Santuário. Como o passar das horas, esquecido de que a noite se aproximava,
o coronel quis voltar e não acertou o local por onde subira. Passava-se as horas e o mesmo verificou que
de maneira alguma acertaria voltar. Foi quando lembrou-se de fazer uma promessa a Nossa Senhora dos Impossíveis,
se acertasse voltar e saísse dali sem ser molestado por animais existentes na Serra. Logo após as suas orações,
não encontrou dificuldades para encontrar o caminho de volta. Foi quando resolveu doar o local onde se perdera
para que ali erguesse uma capela em honra a Nossa Senhora dos Impossíveis como aconteceu.
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